Pela foto o PGP poderá ser um grande PQP para a campanha petista
Publicado em 16 de julho de 2026

Recebi essa propaganda do tal PGP. A mensagem na peça de propaganda não diz o que é o PGP e nem o local que isso será realizado. A mensagem deve ser para os iniciados, aqueles que já conhecem. Eu achei que seria um show, com uma banda daquelas saídas do escândalo de bandas e shows superfaturados, em que o irmão do Adolpho Loyola, o atual Secretário de Relações Institucionais (SERIN) do Estado da Bahia, David Loiola, secretário do município de Teixeira de Freitas, está sendo acusado na imprensa e nas redes sociais de envolvimento. Achei estranho a foto do prefeito de Teixeira de Freitas e da primeira-dama na imagem da propaganda, achei que a PMTF fosse mesmo patrocinar um show e receberia aquelas autoridades.
No Partido dos Trabalhadores (PT), PGP significa Programa de Governo Participativo. Trata-se de uma metodologia e plataforma utilizada pelo partido para construir planos de governo para prefeituras, estados ou governo federal, ouvindo ativamente a sociedade civil e os movimentos sociais. A ideia é que o projeto político seja desenhado "de baixo para cima", integrando o conhecimento técnico com as demandas reais da população. A teoria é ótima, mas se o PGP funcionasse seria maravilhoso.
Vamos limitar nosso foco exclusivamente ao território do município de Teixeira de Freitas. Porque o PGP será realizado no município e o prefeito está convidando a população. O único prefeito eleito do PT, o médico Dr. João Bosco Bitencourt, foi eleito em 2013, portanto três anos após o PGP estar consolidado. Durante a administração de João Bosco, de 2013 a 2016, o PGP ocorreu duas vezes no município, nos anos de 2014 e 2015. E João Bosco deixou a PMTF com um rombo de cerca de 187 milhões, terceirizou a saúde e tornou-se inelegível. Todos os temas debatidos nos dois PGPs durante seu mandato, como saúde, educação, transporte e segurança, ficaram piores na sua administração. O PGP, feito pelo seu partido, para ele não funcionou.
Agora estamos com um prefeito que traz em sua bagagem de mão política, uma saída do PT, uma estada no UNIÃO e uma parada temporária no PT, essa passagem por dois partidos com ideologias antagônicas, com crenças e visões de mundo diametralmente opostas, não foi nenhuma guinada ideológica ou mudança de espectro político, muito menos de evolução de pensamento, uma mudança genuína de visão de mundo ao longo do tempo, onde a pessoa reavalia suas posições e decide retornar às suas origens. Esse turismo partidário tem um nome, é conhecido como pragmatismo ou estratégia, uma adaptação do indivíduo ou político para ganhar eleições ou se manter no poder. O famoso uso partidário.
Na fotografia do convite para o PGP, aparecem ao lado dos políticos do PT, o prefeito de Teixeira de Freitas e a primeira-dama, que é candidata a Deputada Estadual, o casal leva para o PGP, para Jerônimo, Rui, Jaques Wagner e até para o Presidente Lula, a rejeição de dois grandes escândalos. O escândalo do David Loiola, superfaturamento das bandas e shows e o escândalo do procurador-geral do município que confessou em audiência com o Juiz, ter cometido crime de peculato, desvio de verba pública em proveito próprio. Geddel Vieira Lima já deu sua contribuição para colocar a rejeição na campanha de Jerônimo, com o escândalo da fuga de presos do presídio de Eunápolis onde foi citado como beneficiário do dinheiro pago para facilitar a fuga. É bom lembrar que esse procurador-geral é uma das testemunhas de defesa de Geddel Vieira Lima no caso das malas de dinheiro.
Esse PGP que o prefeito de Teixeira de Freitas está convidando a população, eu diria a Jerônimo e aos outros candidatos petistas que: “Se Marcelo está, é melhor não estar”. Porque o PGP terá tudo para se tornar um grande PQP.
Fonte: Por Érico Cavalcanti Lêdo

