Aventura política da Penélope foi inútil, caríssima e provou que M. Belitardo não repassa votos

Publicado em 07 de outubro de 2026

Aventura política da Penélope foi inútil, caríssima e provou que M. Belitardo não repassa votos

Quando dizemos que uma aventura política saiu cara, sobretudo em recursos financeiros, é porque a avaliação dos valores gastos foi feita durante toda a campanha política de um candidato (a) e, após o desfecho dessa campanha, qual o retorno que foi obtido, qual foi o número de votos que ele conseguido. 

Temos duas maneiras de avaliar os gastos financeiros de campanhas políticas. Uma delas é quando a campanha é feita por um candidato que não tem uma máquina pública por trás, como uma prefeitura ou governo estadual, usando toda a estrutura de pessoal e financeiro do órgão público. É uma campanha que usa somente o fundo partidário, os recursos de doações e também recursos do próprio candidato. É uma maneira fácil de avaliar porque todo o gasto de campanha é enviado numa prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Candidatas, candidatos e partidos políticos precisam declarar tudo o que receberam e gastaram durante o período de campanha eleitoral.

A outra maneira de avaliação é quando a campanha é de um candidato (a) que é ligado (a) ao prefeito ou governador, com interesses em eleger os seus “afilhados políticos.” Essa avaliação é mais demorada porque ela envolve os gastos que as prefeituras e governos estaduais fazem, antes e durante as campanhas. Esses são os gastos ditos invisíveis aos eleitores, mas que estão sendo feitos para conseguir os votos deles. As máquinas públicas na realidade estão trocando obras por votos, muitas dessas obras não são prioridade, talvez se não fosse período eleitoral tais obras jamais seriam feitas. Esses são gastos que não são enviados em prestação de contas ao TSE.

A recente aventura política da Primeira - dama de Teixeira de Freitas, Penélope Belitardo, que concorreu a deputada estadual, é um exemplo da avaliação feita com uma máquina pública por trás da sua campanha. Foi uma campanha avaliada como caríssima, porque além dos gastos de itens normais usados numa campanha, como: bandeiras, adesivos, praguinhas, cartazes, pessoal envolvido gasolina para as carreatas, santinhos, carros de som, etc. a PMTF, que tinha interesse em elegê-la, entrou na campanha fazendo obras.

Alguém lá da bolha política dela, que ainda não foi demitido, um puxa-saco qualquer, poderá dizer que a PMTF vinha fazendo obras. Sim ,obras de asfalto em  alguns bairros, as obras de infraestrutura como do shopping e do bairro Redenção foram antes do nascimento da aventura política. Diferente de fazer um teatro para ligar o nome da Penélope como secretária de cultura á obra. E também asfaltar um distrito quase todo. 

Não é que o Distrito de Santo Antônio não precise ser asfaltado, é claro que deve ser, mas existe prioridades e quando o principal motivo é eleitoreiro a prioridade deixa de existir. Joris é um vereador que luta por Santo Antônio, ele demonstrou ao prefeito que os 2.913 eleitores cadastrados no distrito seriam importantes na eleição de Penélope. Até mais do que seriam os 1.654 eleitores cadastrados no Duque de Caxias. Por isso foram asfaltadas 20 ruas no Distrito de Santo Antônio, faltam 4 ruas para o Distrito ficar todo asfaltado. 

A máquina pública municipal ajudando a campanha da Primeira-dama gastou com os custos de asfaltamento, de calçamento de ruas e mais obras, quase todas intensificadas e propagandeadas durante a campanha da Penélope, que segundo os especialistas, giram em torno de 10 a 12 milhões de reais. Esses custos entram para efeito de cálculo no orçamento gasto da campanha, vejam como saiu cara essa campanha que não resultou em nada. Derrota esperada.

Se pegarmos os prováveis 12 milhões gastos nas obras eleitoreiras e dividir pelo número de votos que ela obteve, teremos o valor de cada voto dado a ela: 12 milhões ÷ 34 mil votos = 352,94.

Uma aventura política que não levou a nada, só confirmou o que já sabíamos, o prefeito não repassa voto, nem pra mulher dele e dizendo que era a “mulher do prefeito” Sem liderança e sem nenhuma articulação política no Extremo Sul. Todos os candidatos apoiados por ele foram derrotados em Teixeira de Freitas.

Fonte: Por Érico Cavalcanti de Albuquerque Lêdo