Alcobaça o paraíso da corrupção na Bahia/Sem LRF/Lavando notas

Publicado em 03 de junho de 2025

Um vídeo com mais de 300 mil visualizações publicado no Instagram viraliza e denuncia a vida luxuosa do filho do prefeito de Alcobaça, Zico de Baiato. O vídeo expõe os bens materiais do filho do prefeito, que é conhecido como Pipo, chocando e causando revolta nos moradores do município e de todo o Extremo Sul baiano que conhecem a realidade do município de Alcobaça. 

Os bens luxuosos que aparecem no vídeo são: um carro esporte da marca Porsche, avaliado em mais de 1,200 milhão de reais, uma lancha, um jetski e uma carreta de som. Segundo ainda o relato que aparece no vídeo, Pipo declarou: “sou proprietário do carro e troquei esse carro numa casa que vinha construindo há alguns anos”, talvez num esforço para desqualificar a matéria. O filho do prefeito Zico de Baiato ainda não disse em que bens ele trocou a lancha, o jetski e a carreta de som que aparecem no vídeo, assim como fez com o Porsche. 

O prefeito Zico de Baiato poderá explicar como o seu filho “Pipo”, conseguiu em tão pouco tempo, sem ganhar nas loterias e sem ter uma fonte de renda considerável, amealhar essa fortuna num município tão pobre como Alcobaça. Ele poderá explicar também como é essa mágica de chegar em uma agência de veículos e comprar um Porsche, por 1,200 (um milhão e duzentos mil) ou uma lancha acima de 500 mil, ou uma carreta de som acima de 1 milhão de reais, sem apresentar uma comprovação de renda, sem apresentar lastro para compra de tamanha envergadura. 

O prefeito de Alcobaça, Zico de Baiato, não vai querer explicar como o filho dele conseguiu essa fortuna. Como ele Zico driblou a Lei de Responsabilidade Fiscal e passou despercebido diante das barbas do MPE, TCM e do MPF, não foi por falta de denúncia.

Em 07 de fevereiro de 2023, o título da matéria do Texas Times era: Perguntar não ofende: Zico, cadê o dinheiro dos precatórios?
 
Em 14 de abril de 2023, o título era sobre a denúncia: ZICO BATE RECORDE NO BRASIL UMA ESCOLA COM DUAS SALAS AO CUSTO DE DOIS MILHÕES

A Lei de Responsabilidade Fiscal deixou de fora a publicidade. A LRF estabelece regras para a gestão fiscal dos órgãos públicos, incluindo limites para despesas com pessoal, dívida pública, entre outros. No entanto, a LRF não trata diretamente dos gastos com publicidade oficial, que são definidos pelas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs). Dito isso, vamos encontrar na maioria dos municípios brasileiros, verdadeiras lavanderias de notas e gastos sem comprovação que adquirem “veracidade” através das agências de publicidade plantadas nas prefeituras. Os gastos com todos os segmentos da publicidade, outdoor, vídeos, carros de som, comerciais de tv e rádio, impressos, jornais, sites e blogs a serviço das prefeituras, revistas, são exorbitantes. 

Uma agência de publicidade, de uma hora para outra, não justifica um gasto equivalente a um Porsche, uma lancha, uma carreta de som, mas em quatro anos ela consegue justificar.

Atenção os novos gestores, como o presidente da Câmara, vereador Jonatas Santos, o Ministério Público tá de olho.

 

Fonte: Por Érico Cavalcanti