Normalizaram o malfeito em Teixeira de Freitas – o novo normal - o errado é que está certo, preocupa

Publicado em 25 de junho de 2026

Normalizaram o malfeito em Teixeira de Freitas – o novo normal - o errado é que está certo, preocupa

Brinquedos sucateados, na Praça do Rondelli, oferece grande perigo para as crinaças que ali frequentam

Teixeira de Freitas conseguiu não ser explicada como cidade, mas conseguiu ser aceita pelos moradores. Viver em Teixeira, como os seus moradores a chamam, sem o Freitas, talvez por serem íntimos da cidade, é um desafio. Como aceitar, amar e conviver com algo que não entendemos? Só mesmo normalizando tudo o que está errado. Aceitando como normal tudo o que está errado e malfeito nas administrações - municipal e estadual.

É incrível como a maioria dos moradores de Teixeira de Freitas convivem com o precário atendimento que existe na saúde municipal. Isso virou uma coisa comum, banal, deixou de preocupar.

Poucos moradores têm a sensibilidade a percepção e chegam a ficar indignados com o tratamento, a atenção que o poder público municipal – prefeitura – oferece na saúde. É possível ver nas redes sociais as mais diversas reclamações, como as do tipo que recebi hoje: 

“Como é possível tratar seres humanos com tanta negligência?"

“A população clama por respeito, humanidade e soluções imediatas para a saúde pública da nossa região”

“Não podemos nos calar diante de situações que ferem a dignidade dos pacientes.”

Selecionei três reclamações do Hospital Sagrada Família, nele é feito atendimento às mães, três reclamações traduzem a revolta daqueles poucos moradores que ainda se indignam com o que ocorre na saúde municipal.

A maioria dos moradores não está preocupada com a saúde municipal, as preocupações deles são com a festa de São Pedro, se ela vai acontecer e com as eleições que estão chegando. Parece que na cabeça deles quem fica doente é o vizinho, um desconhecido, ele tem saúde, não fica doente, nem ele nem ninguém da família dele. E quanto às eleições, eles têm na cabeça que votar em qualquer candidato é “prestação de serviço” e querem receber por isso.

Eles não têm a consciência de que votar num candidato, escolhendo o melhor, é dever cívico, mas isso é besteira, eles querem é vender o voto. Votam com o estômago e o vazio no bolso.

E por fazerem assim as consequências são essas, uma saúde horrorosa, um caos, total, uma administração municipal mentirosa que priorizou asfaltar e calçar ruas, sabe-se lá a que preço, envolvimento de secretário municipal em escândalo das bandas e shows com superfaturamento, três CPIs investigando a Saúde e uma CPI na Infraestrutura. Mas o secretário da pasta prefere estar nas redes sociais e na imprensa para responder ao presidente da Câmara, o vereador Jonatas Santos, sobre a polêmica da festa de São Pedro.

 

Normalizaram o malfeito em Teixeira de Freitas – o novo normal - o errado é que está certo, preocupa

Secretário de Infraestrutura

Esse secretário é o responsável pela limpeza pública da cidade, que aliás está respondendo a uma CPI, além de fazer a conservação das vias urbanas e manter as praças e o Mobiliário Urbano: que é o conjunto de objetos, equipamentos e pequenas estruturas instaladas em espaços públicos para uso da população ou suporte aos serviços da cidade. Mas parece que o secretário quer imitar o tratamento negligente que a pediatria do hospital Sagrada Família dispensa às crianças.

Na praça em frente ao Rondelli, os brinquedos quebrados representam um perigo para as crianças, basta dizer que o escorregador, pasmem os leitores, aonde as crianças escorregam apresenta farpas em tempo de mutilar uma criança. O balanço quebrado, equipamento de ginástica destruído, um abandono total.

O “novo normal” de uma parcela dos moradores de Teixeira de Freitas, chega a ser preocupante. Não é normal conviver com o malfeito, o errado e normalizá-los.

A normalização de comportamentos errados é uma falha na sociedade, envolve processos onde situações atípicas passam a ser aceitas como padrão.

Quando normalizamos o erro, o absurdo torna-se praticável.

 

Fonte: Por Érico Cavalcanti Lêdo