EDUCAÇÃO: entre ficção e a  realidade “marcelo cpi” errou de profissão, seria um bom escritor ficcionista 

Publicado em 21 de abril de 2026

EDUCAÇÃO: entre ficção e a  realidade “marcelo cpi” errou de profissão, seria um bom escritor ficcionista 

FICÇÃO

Aprendi nesses quase seis anos de gestão do “marcelo cpi” como prefeito, quando ele manda fazer publicidade de qualquer Secretaria, ou de alguma ação produzida pela prefeitura, é porque existe um outro motivo, não tão nobre, para a propaganda encomendada.

Um leitor, pai de aluno, me enviou um artigo, uma publicidade que ele mandou fazer sobre a Educação Municipal. Quando iniciei a leitura do título da peça publicitária, achei que iria ler algo sobre a educação pública da China, Finlândia, países que frequentemente ocupam o topo do ranking global de educação. A China é liderança de educação básica é a líder em notas PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) A Finlândia é referência por ensino 100% público, igualitário e uma referência na valorização dos professores.

A propaganda do “marcelo cpi” não poupou elogios à Educação, chamou de “Educação de qualidade”, disse que os “direitos dos professores são garantidos”, disse também que sua gestão” fortalece o ensino no município”. 

Segundo ele a “Educação do município vive um novo momento” e parece que agora com ele existe” política firme de valorização dos profissionais do educação”. E como se não fosse uma obrigação, ele diz que: “os salários estão rigorosamente em dia”. Quando estou lendo a propaganda do “marcelo cpi”, entra uma outra mensagem também sobre a Educação.

REALIDADE

EDUCAÇÃO: entre ficção e a  realidade “marcelo cpi” errou de profissão, seria um bom escritor ficcionista 

Recebi a convocação da greve dos professores municipais, feita pelo APLB Sindicato. A Paralização da Rede Pública Municipal está marcada para o dia 28 de abril. Recebi também a pauta de reivindicação da Delegacia Extremo Sul da APLB-Sindicato Teixeira de Freitas - BA Ano 2026. Só o fato de existir convocação para uma greve, desmente toda aquela propaganda que o “marcelo cpi” pagou para publicar. A tal propaganda colocava  a Educação do município no paraíso, lendo eu tive a impressão de ver Adão e Eva sentadinhos na primeira carteira da sala de aula.

EDUCAÇÃO: entre ficção e a  realidade “marcelo cpi” errou de profissão, seria um bom escritor ficcionista 

Na pauta de reivindicações do APLB - Sindicato, todos os intens da pauta não estão de acordo com o que a propaganda diz, pelo contrário, discordam de quase tudo que é dito na propaganda.

Vejam alguns itens abaixo:

01 - Cobrar maior desempenho e agilidade do escritório de advocacia contratado pelo município, responsável pelo processo dos Precatórios do FUNDEF de Teixeira d e Freitas; garantir o rateio, entre os professores e coordenadores, de no mínimo 60% do montante a ser recebido pelo município do Precatório do FUNDEF, fruto da Ação Judicial n° 2006.33.10.005135-3, movida por este escritório contra a União, para cobrar os valores não repassados entre os anos de 1998 e 2006, e a aplicação dos 40% restantes na melhoria da educação municipal.
02 - Construir em conjunto com a APLB, uma agenda de encontros com a Comissão dos Precatórios do FUNDEF.
03 - Criar uma Comissão para a reformulação do Estatuto e do Plano de Carreira do Magistério para o cumprimento das Metas 17 e 18 da
Lei n° 13.005, de 2014, do Plano Nacional de Educação.
04 - Política Salarial - pagamento do percentual do Piso Nacional, respeitando a carreira, incluindo os retroativos dos anos de 2022, 2023:

Recomposição do Piso do Magistério

Ano: % de Recomposição: % Pago % Devedor
2022 33,24% 10,5% 22,74%
2023 14,95% 10,155% 4,85%
2024 3,62% 3,62%
2025 6,27% 6,27%
2026 5,4% 5,4% 5,4%
Total: 63,48 35,95% 32.99%

05 - Pagamento das Licenças Prêmios do período do congelamento da pandemia.
06 - Cumprimento da Lei n° 11.738 (Lei do Piso), que destina 1/3 da carga horária para A C (Atividade Complementar) dentro da jornada de trabalho para todos os professores da Rede Municipal de Teixeira de Freitas, assegurando que os horários fora do período de trabalho sejam respeitados pelas direções das escolas, por meio da distribuição.

Fonte: Por Érico Cavalcanti