Campanhas políticas sem humoristas e sem o ridículo, não existem

Publicado em 29 de julho de 2026

Campanhas políticas sem humoristas e sem o ridículo, não existem

A temporada de humor vai começar, aliás já começou, os pré-candidatos já estão em campanha há vários meses. Tenho observado que nesta campanha de 2026, aumentaram os humoristas e os ridículos. No final de semana que passou houve uma fartura de humoristas, de ridículos e de idiotas políticos, soltos pelo país entre os políticos de carreira. Estavam nos palanques e nas redes sociais, no Instagram principalmente, se conectando com as pessoas compartilhando conteúdos e ideias. Nossa! Chamei de ideias, peço perdão ao leitor.

Foi no Instagram que eu encontrei uma dessas figuras do novo humor-ridículo da política baiana. A pré-candidata, não sei se é ex-pré-candidata, a primeira-dama de Teixeira de Freitas, mas a informação que eu tenho é que ela não foi na convenção do partido dela o PDT. Me deparei com um post da primeira-dama, como se ela estivesse levantando da cama, naquele momento, com os cabelos por pentear, o rosto ainda com as marcas do lençol fazendo vincos, parecendo não querer perder tempo ela gravou o vídeo. Eu não sei o que é mais engraçado no vídeo, se é a figura da primeira-dama que ficou parecida com aquelas bonecas de pano, feitas por costureiras e vendidas em bazar de caridade, ou se é a mensagem hilária gravada por ela.
A mensagem começa com uma pergunta:

“O que Teixeira de Freitas precisa ter que AINDA não tem?” O ainda em letras maiúsculas, deve ser para mostrar que Teixeira de Freitas, na concepção dela, tem quase tudo. Adivinhem qual foi a resposta no primeiro comentário do post?

“Precisa de um prefeito de verdade”

Segue a mensagem da primeira-dama “Teixeira de Freitas tem uma posição geográfica privilegiada, comércio forte, campo produtivo e gente com vontade de trabalhar. O que falta para a nossa cidade dar o próximo salto é se tornar um verdadeiro hub de conexão entre Bahia, Minas e Espírito Santo”.

Próximo salto, ela disse bem, mas seria um salto gigantesco, um salto por cima de uma saúde caótica, um salto por cima do péssimo atendimento no hospital Sagrada Família, um salto por cima de três CPIs, um salto por cima do custo da construção daquela escola no bairro Ulisses Guimarães, que custou o dobro de uma mesma escola em outro município do Estado na mesma época, um salto por cima de várias denúncias sobre dois recentes escândalos absurdos, um do secretário municipal e outro do Procurador Geral, que até agora os dois permanecem nos cargos.

A mensagem da primeira-dama continua, o final da mensagem é beirando uma confissão de fracasso da gestão do marido. Parece um depoimento do tipo “sincerão” Ela diz: “Para isso acontecer, precisamos de um distrito industrial forte, incentivos fiscais, apoio à pesquisa, capacitação e mais investimentos em infraestrutura. É assim que vamos transformar nossa matéria-prima em produtos finais, gerando emprego aqui e levando a nossa marca para além das fronteiras”.

Faltou ela dizer que já ficaram seis anos e vão ficar mais dois anos, num total de oito anos, e não fizeram nada do que ela está propondo como uma grande ideia. Tudo isso que ela disse que precisa a gestão municipal poderia ter começado a realizar, a atual gestão não terminaria, porque implantar tudo o que ela listou demoraria. A gestão deveria ter colocado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico um Secretário de verdade, não uma brincadeira, um arremedo de secretário como esse do escândalo das contratações das bandas. Essa Secretaria é a responsável, o nome já está dizendo, pelo desenvolvimento econômico do município. Naquela secretaria caberia um secretário com formação em Economia, um Engenheiro econômico, com todo respeito que eu tenho pelos operadores de máquinas, lá não caberia nunca um operador de máquinas como o atual secretário.

Ela termina dizendo que: “Isso não precisa ser só um sonho, pode se tornar realidade!” Pode, começa substituindo o operador de máquina e colocando um economista ou alguém com experiência em Desenvolvimento Econômico. Ela faz uma pergunta no final: “O que você acha dessa ideia? Comente aqui!”

Pronto, comentei!

 

Fonte: Por Érico Cavalcanti Lêdo