Caça aos votos: os apoiadores puxa-sacos e os “caras de pau” estão chegando com as mesmas mentiras
Publicado em 06 de maio de 2026

A época das promessas e mentiras chegou. Eleições à vista e desembarcam no Extremo Sul baiano uma quantidade enorme de mentirosos “caras de pau”, fantasiados de políticos. E os apoiadores de campanha? O que dizer dessa classe de trabalhadores sazonais, contratados por tempo determinado? Os tais "caras de pau" contratam todos os disponíveis, eles não avaliam se o contratado traz rejeição para eles. Eu escutei de um desses mentirosos outro dia a seguinte frase: "o voto da puta, do ladrão e da professorinha é igual". Ele quis dizer que pra ele não tinha diferença nenhuma o apoiador ser uma pessoa conhecida como: corrupto, ladrão, estelionatário, etc.
Realmente os votos são todos iguais, a urna não rejeita o voto da puta, do ladrão e do corrupto, mas o mentiroso que disse a frase esqueceu que aparecer abraçado nas redes sociais, com um apoiador que seja conhecido como: corrupto, ladrão ou estelionatário, vai perder votos por causa da rejeição trazida por tal apoiador. Ele deixa de ser apoiador de campanha, para ser um destruidor da campanha. É a velha máxima: "dize-me com quem andas e eu direi quem tu és". Isso em política é terrível, significa que as pessoas irão julgar o candidato moldando o comportamentos, pensamentos e reputação, como a do apoiador corrupto.
Esses apoiadores se dividem em contratados e obrigados. Os contratados são aqueles que são arrebanhados, não interessa a procedência, como numa pescaria, joga a rede vem tudo. Os obrigados, como diz o nome, são os que têm que dar apoio a certos candidatos, é a parte mais canalha, sem moral ou sórdida da política local. Isso tem um nome, não gosto de usar esse nome, mas aqui tenho que usar: escrota. Essa prática transforma eleitores em apoiadores 'descerebrados', obrigados a torcer por um time que não é o deles.
Geralmente são funcionários contratados das prefeituras e se não apoiarem são demitidos, já os funcionários concursados são perseguidos. Esses contratados são obrigados a irem para as redes sociais e fazerem comentários ridículos de puxasaquismo, que jamais fariam, do tipo: “Vamos levar o modelo de Teixeira para todo o Extremo Sul; bora minha deputada”. Se levar o modelo de Teixeira leva também as licitações dirigidas, o superfaturamento de escolas etc. E esse "Fez por Teixeira, fará pela Bahia", hein?! Puxou de mais, né?
Puxasaquismo é uma prática de bajulação excessiva, adulação ou subserviência, geralmente direcionada a superiores hierárquicos para obter vantagens, promoções ou proteção no ambiente de trabalho.
As mesmas mentiras são repetidas há anos. Trazer fábricas para o Extremo Sul para gerar emprego já virou um mantra entre esses mentirosos. Se tivessem trazido a metade das fábricas que prometeram, o Extremo Sul seria hoje um polo industrial fabuloso. Como esse termo deriva de fábula, que é história ou narrativa, nada aconteceu e não acontecerá, por alguns motivos. Qual o empresário que trará a sua fábrica ou uma parte dela, lá do Sul ou do Sudeste do país, para uma região que só tem a oferecer uma rodovia? Ela não tem proximidade com ferrovias, portos ou aeroportos para receber matérias-primas e escoar a produção. A região não tem energia elétrica estável, o gás natural ainda é promessa de acesso, saneamento básico e internet de alta qualidade não existem.
A única saída como indústria para o Extremo Sul baiano é a Indústria do turismo. O governo da Bahia e as prefeituras dos municípios do Extremo Sul, que ficam à beira do mar, perdem por ano uma fatia monstruosa de recursos originadas pelo turismo. O Governo Estadual e essas prefeituras nunca pensaram em transformar o Extremo Sul em polo turístico. Em investir e qualificar o turismo aqui em nossas praias. Praias como: Mucuri, Nova Viçosa, Alcobaça e Prado perdendo para, com todo respeito aos Capixabas, Guarapari.
Eu espero que apareça um candidato a deputado que resolva trazer um projeto de turismo para o Extremo Sul. Vamos ver se, pelo menos, um não seja mentiroso.
Fonte: Por Érico Cavalcanti

