A comédia política nas redes sociais no fim de semana que passou

Publicado em 10 de agosto de 2026

A comédia política nas redes sociais no fim de semana que passou

Retirei de dois vídeos postados nas redes sociais alguns momentos hilários da campanha política que está iniciando.

O primeiro vídeo que assisti foi de um jantar, um evento social político, de apoio a uma candidata a deputada estadual. Deu trabalho assistir quadro a quadro o vídeo, mas para identificar os convidados do jantar um a um, tivemos que recorrer a essa técnica para poder opinar. Baseados no que eu e minha equipe vimos no vídeo, colocamos como título do vídeo:

Engraçado! Um jantar político onde foi servido: falta de votos com molho de abandono. Sobremesa: crème du rejet

Um título que mostra a representatividade política de quase todos os convidados que estavam presentes naquele jantar, coloco quase todos, porque o prefeito lá estava e ele tem votos, fora o prefeito ninguém ali tinha votos para oferecer a candidata. Perguntei a várias pessoas que conhecem a política em Teixeira de Freitas, fiz a mesma pergunta, mandando o vídeo já com as pessoas selecionadas nele: me aponte quem tem votos nesse jantar aí? A resposta unânime foi: “só o prefeito, ali ninguém mais têm votos para ajudar a candidata a deputada. "A sobremesa do jantar, coloquei o nome em francês, o jantar era chic, granfino, o prefeito levou até os seus novos cabelos, a tradução do nome é o famoso: creme de rejeição. Alguns ali têm tanta que somada com a da candidata, explode.

“O “lero-lero” de indústria instalada, comércio organizado e campo valorizado.”

“Lero-lero” é uma expressão popular que significa conversa fiada, conversa mole ou papo furado. Ela define falas vazias, sem utilidades ou argumentos. As pessoas também definem o “lero-lero” como o “jogar conversa fora”. O segundo vídeo que assisti foi da propaganda política da candidata a deputada estadual Penélope.

Alguém lá da sua campanha, a instruiu sobre necessidades básicas do extremo sul baiano. Apenas disse quais são, mas não disse como resolvê-las, muito menos colocou em suas mãos, um projeto para resolver essas necessidades.

Aí aconteceu o que é conhecido no país como: "o samba do compositor doido”. (Sem nenhuma conotação ou prática de preconceito contra indivíduos com transtornos mentais, sem psicofobia).

A candidata aparece no vídeo dizendo que: “emprego não vem de discurso. Vem de indústria instalada, comércio organizado e campo valorizado.” Eu tenho a curiosidade de saber como a candidata resolveria a instalação de indústrias no extremo sul? Será que ela esqueceu que no extremo sul não existe sequer um aeroporto, não existe uma ferrovia, não existe mão de obra qualificada, não existe infraestrutura? Quando ela diz que “emprego não vem de discurso. Vem de indústria instalada.” ela dá uma conotação no seu discurso de que se eleita trará indústrias. Mesmo “lero-lero” de todos os outros candidatos que já passaram caçando votos pelo extremo sul. O único que apresentou uma ideia, uma solução inteligente para instalar indústria no extremo sul e gerar emprego foi o candidato a deputado federal Jonatas Santos, que falou na indústria do turismo.

Ela também diz no seu vídeo de propaganda que: “Tem gente no Extremo Sul que acorda todos os dias sonhando com uma oportunidade real. Teixeira já é referência na Bahia, mas nós podemos e vamos ir muito além!” Sim candidata, tem muita gente que acorda em Teixeira de Freitas, município aonde a senhora é a Primeira-dama, todos os dias sonhando e pedindo à Deus para não adoecerem, porque a gestão do seu marido, como prefeito, na saúde municipal é um caos.

Alguns sonham com uma oportunidade real de viver, Teixeira de Freitas é hoje sim uma referência, mas uma referência negativa na saúde e em escândalos de corrupção. Para ir mais além, a candidata deveria estar buscando no seu discurso uma forma de resolver o sistema de saúde municipal. Fazer um mea culpa da gestão que a senhora faz parte.

Falar em comércio organizado é um absurdo. O comércio de Teixeira de Freitas é o carro chefe gerador de emprego do município. Ele se organizou e se mantém organizado sem nenhuma interferência do poder público municipal. Tudo graças ao esforço dos empresários. Já que está falando em organização no comércio, proponha ao seu marido, o prefeito, organizar o trânsito e o estacionamento no centro da cidade. Comece por aí. Vai ajudar muito o comércio. Sobre o “campo valorizado” os pequenos produtores rurais, aqueles da agricultura familiar, reclamaram que a patrol novinha que a gestão passada deixou, foi para a infraestrutura e ficou trabalhando na obra do shopping. Será que essa máquina já voltou para a agricultura, como todas as outras? Seria um bom começo para “valorizar o campo.”

 

Fonte: Por Érico Cavalcanti Lêdo